
Há décadas que o arquiteto belga com atelier em Paris se dedica a projetar as cidades verdes do futuro. Vincent Callebaut , que se intitula archibiotect – algo que se pode traduzir como arquibioteto – empenha-se em aliar à arquitetura as biotecnologias para criar estruturas sustentáveis. O seu olhar utópico ganha agora forma numa torre impressionante, cuja obra está a terminar em Taipé, Taiwan. Trata-se da Tao Zhu Yin Yuan ou Agora Garden. Também lhe chamam “jardim no céu” porque tem quase tantas árvores como o Central Park.
A estrutura da torre de 21 andares foi inspirada na dupla hélice do ADN, «fonte de vida, dinamismo, símbolo de harmonia», descreve o arquiteto. De um corpo central circular fixo saem duas torres em hélice, cujo movimento de 4,5 graus em cada piso permite uma rotação total de 90 graus. Isto faz com que todos os apartamentos apanhem sol, mudem as vistas, estejam resguardados dos olhares indiscretos e que os jardins suspensos sejam generosos. Com esta rotação, a torre vai apresentar-se em quatro configurações diferentes: o perfil em V, em X, elíptico e piramidal.
É no corpo central que se localizam as entradas dos apartamentos, que custam 27 milhões de euros. Têm sala de estar, de jantar, cozinha e vários quartos, todos com walking closet e wc. Existem dois apartamentos por piso e sete elevadores – dois para levar os carros para cada uma das casas e cinco para os residentes. A área total do complexo é de 43 mil metros quadrados e as penthouses podem chegar aos 550 metros quadrados, num espaço aberto.
«A torre apresenta um conceito pioneiro de eco-construção e pretende limitar a pegada ecológica dos seus habitantes», referiu Callebaut. O edifício tem painéis solares na cobertura e um sistema de reciclagem das águas da chuva. Além disso, no desenho de cada apartamento foi otimizado o uso da luz natural e a ventilação.
Para o arquiteto, autor de vários projetos ecológicos, mais que uma moda a eco-arquitetura é uma necessidade. «Em 2020 seremos nove biliões de humanos no planeta e 80% da população do mundo vai viver em megalópoles. É tempo de agir contra as alterações climáticas, de inventar novos estilos de vida eco-responsáveis e de incorporar a natureza nas nossas cidades. Não é uma tendência, é uma necessidade», disse em entrevista à CNN.
«Taipé é para mim o Silicon Valley da nova Ásia. A torre 101 de Taipé era o símbolo do nosso século XX e espero que a Tao Zhu Yin Yuan seja para a cidade de Taipé no início do nosso século XXI o símbolo da nova ecologia, na simbiose perfeita entre a Humanidade e a Natureza», disse o arquiteto.
Para além da Agora Garden , que deverá começar a receber os residentes em breve, Callebaut tem em obra um complexo de 240 apartamentos e zona comercial no Cairo, Egito (The Gate). O arquiteto belga é o autor de um estudo de oito protótipos de torres eco sustentáveis, para combater o aquecimento global, encomendado pela câmara de Paris – o Paris Smart City 2050. A capital francesa tem como objetivo reduzir em 75% as emissões de gases com efeito de estufa.
Em desenho, Callebaut tem outras propostas espetaculares. Como o terminal flutuante de ferrys de Seoul em forma de jamanta (ganhou um concurso internacional), um ecoresort nas Filipinas ou a reabilitação da zona noroeste de Bruxelas, no bairro ecológico Tour & Taxis.
Mais recentemente, apresentou o conceito de oceanscrapper – um arranhacéus dos oceanos – construído em simbiose com a natureza aquática. Trata-se do Aequorea
, uma cidade subaquática com 20 mil habitantes que utiliza na sua construção plástico do chamado “sétimo continente”, a gigantesca ilha de lixo do planeta. Projetos, para já «loucos» e visionários, que o arquiteto espera concretizar na próxima década.
Por Marina Almeida
Diário de Noticias 22 de Julho 2018
http://ocio.dn.pt/artes/todas-as-arvores-do-central-park-numa-torre-busca-sol/

A nona edição da Greenbuilding Brasil Conferência Internacional & Expo será sediada em Curitiba, no salão principal da sede da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep). Entre os dias 5 e 7 de novembro, o evento oferecerá conteúdo técnico de relevância a profissionais e acadêmicos de diversas áreas com a intenção de fomentar o conhecimento e disseminar tecnologia voltados à geração de negócios da construção verde.
Tida como a principal do setor na América Latina, a conferência apresentará mais de 40 sessões educacionais incluindo palestras, apresentação de trabalhos técnicos, workshops, eventos de networking e visitas técnicas em edifícios de destaque.
A edição de 2018 será realizada simultaneamente a outros dois eventos: a 5ª edição do Smart Energy Paraná - voltado à eficiência energética e energias renováveis - e o Ashrae Brasil Chapter - que discute sobre eficiência energética em edificações. Ambos têm por objetivo debater a importância da utilização de fontes renováveis de energia para o desenvolvimento, e disseminar conhecimento técnico sobre o tema, promovendo a geração de negócios.
Atualmente, o Brasil é o quarto país no ranking mundial de edificações certificadas como sustentáveis e possui cerca de 1.300 projetos registrados. Destes, aproximadamente 500 receberam certificação. São, portanto, “edifícios verdes” e alcançaram reconhecimento inclusive por abranger usos considerados pouco convencionais, como educacional, comercial e hospitalar.
“Essa edição do Greenbuilding Brasil será icônica, posto que tornaremos o evento itinerante. A cidade escolhida -Curitiba - destaca as parcerias locais e a qualidade dos projetos na região sul que lideram o percentual de projetos certificados Leed Platinum e atestam o pioneirismo nas certificações GBC Zero Energy, e GBC Casa e Condomínio”, afirma Felipe Faria, diretor executivo do Green Building Council Brasil (GBC Brasil) e presidente do Comitê dos GBCs das Américas pelo World Green Building Council.
Greenbuilding Brasil Conferência Internacional e Expo 2018
Local Salão Principal da FIEP
Endereço Avenida Cândido de Abreu, 200 - Centro, Curitiba – Paraná (PR)
Data 5 a 7 de novembro de 2018
Participação De R$ 590,00 a R$ 790,00
Mais informações site oficial da CIEI&EXPO
Fonte: https://www.arcoweb.com.br/noticias/noticias/curitiba-recebe-nona-edicao-da-greenbuilding-brasil
O mercado está apetecível para quem quer investir, tem liquidez financeira para o fazer, ou pretende diversificar a sua carteira de investimento.
Os dados das transações no setor residencial são a prova deste facto. De acordo com os dados do INE, regista-se uma evolução muito favorável, com um crescimento no primeiro semestre, face ao período homólogo, de 18% no número de operações e de 25% no valor total dos negócios. A contribuir decisivamente para estes resultados, destacam-se os mercados de Lisboa e das áreas turísticas nomeadamente no Algarve e no litoral alentejano (eixo Troia-Comporta). Estes mercados, também de acordo com os dados do INE, representaram cerca de 50% do número de transações e 60% do valor dos negócios realizados em Portugal continental.
Outro facto que tem contribuído de uma forma decisiva para a performance do imobiliário residencial nestes mercados, nomeadamente no segmento do turismo residencial, é o crescimento sustentado desde 2014, acima dos dois dígitos, das receitas no setor do turismo com impacto direto no retorno deste tipo de ativos. Estes resultados e a continuação das perspetivas positivas deste segmento têm contribuído certamente para o crescimento de mais de 30% no número de registos de alojamento local verificados entre 2016 e 2017, em Lisboa e nas regiões costeiras do Algarve e do litoral alentejano.
O investimento imobiliário no segmento de turismo residencial torna-se assim, dentro do investimento imobiliário, uma opção muito interessante que alia os ganhos que se registam da valorização do imóvel com a exploração turística do mesmo.
Mas o investimento imobiliário, como qualquer outro tipo de investimento, tem um fator indissociável - o risco. E a questão que se coloca é - como mitigar esse risco?
Não sendo o investimento imobiliário, como qualquer outro, uma ciência exata, está associado a um conjunto de variáveis externas e características intrínsecas ao imóvel que o investidor, ou quem o aconselha, deve sempre considerar. Simplificando a análise e partindo do pressuposto de que a qualidade dos imóveis a investir é similar (o que em Portugal normalmente se verifica) e que a tipologia também é a mesma, desde logo e em primeira linha a localização continua a ser "o" fator principal de valorização e diferenciação de um imóvel. Esta é claramente a variável que mais influencia o seu valor e o risco associado a esse investimento, assim como, e cada vez mais, o "timing" de investimento. A estas duas variáveis acrescento uma terceira, igualmente importante e o elemento característico do turismo residencial: os serviços associados aos imóveis. Estes serviços são efetivamente o que diferencia e sustenta este tipo de imóveis, para o proprietário (e.g. gestão do imóvel e da exploração do mesmo) e para os clientes de exploração (e.g. receção, segurança, limpeza, "concierge", golfe, entre outros).
Considerando então dois desses fatores - a localização e os serviços associados aos imóveis - desde logo destacam-se os imóveis situados no Algarve e no litoral alentejano (eixo Troia-Comporta) e em particular nos resorts mais importantes na área do Golden Triangle (Quinta do Lago, Vilamoura e Vale do Lobo) e na península de Troia, podendo afirmar-se que em qualquer destas localizações os promotores destes resorts asseguram o nível de serviço e as atividades complementares necessárias para manter a qualidade da oferta e o valor dos imóveis.
Quanto ao outro fator referido - "timing", leia-se oportunidade de investimento, segundo os dados publicados recentemente pelo Confidencial Imobiliário (SIR95 - "High End Market") - as transações na gama alta nos locais "prime" de Lisboa, onde se localiza a oferta de turismo residencial, situaram-se no segundo trimestre perto dos 9.200€/m2. Já nas outras regiões analisadas, também de acordo com a mesma fonte (SIR - Turismo Residencial), os valores de venda situam-se entre os 3.700€/m2 e os 4.750€/m2 para apartamentos e moradias respetivamente, podendo concluir-se que, se as zonas "prime" de Lisboa estão hoje nos valores máximos históricos e já ao nível de outras capitais europeias, as regiões do Algarve e da península de Troia-Comporta ainda apresentam preços muito competitivos e com potencial de valorização no curto e médio prazo.
Considerados os vários fatores, estaremos em condições de tomar uma decisão muito mais esclarecida e com maiores probabilidades de termos um bom retorno de investimento. Estou também certo de que o imobiliário associado ao turismo residencial faz parte dessas opções e decisões.
Diretor-geral do Troia Resort
João Madeira 08 de janeiro de 2018 no Jornal de Negócios





